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VENEZUELA - Richard Branson e Roger Waters discordam sobre ajuda ao país
Qui, 21 de Fevereiro de 2019 18:52

Branson gravou um vídeo chamando Nicolás Maduro de “dita...

(brpress) - Pacaraima, a fronteira final… Não, não é ao último município na divisa do Brasil com a Venezuela que Richard Branson, bilionário britânico e dono de cerca de 400 empresas, como a Virgin Galactic e The Spaceship Company, e quatro ilhas, quer chegar – apesar de ser cabeça-de-chave na mobilização por ajuda humanitária à Venezuela, cuja fronteira com o Brasil deve ser fechada nesta quinta (21/02), às 21h (Brasília). 

Branson gravou um vídeo chamando Nicolás Maduro de “ditador”, pedindo doações de alimentos ao país, que está em colapso, e dizendo que pretende organizar um grande show, nos moldes do Live Aid, para angariar fundos e fortalecer a democracia na Venezuela. Roger Waters torceu o nariz e já se manifestou contra nas redes sociais. Chamou até o amigo e músico Peter Gabriel como reforço.

Não é a primeira vez que polêmicas envolvendo a Venezuela acontecem em território britânico. Em 2017, o ex-embaixador do Brasil no Reino Unido, Eduardo Santos, teve uma carta-resposta publicada no jornal britânico The Guardian, após artigo da escritora e tradutora brasileira Julia Blunck comparar a situação do Brasil com a da Venezuela, publicado no mesmo jornal. No artigo, Blunck também cobra retratação do apoio declarado do líder trabalhista britânico Jeremy Corbyn a Maduro, ante a crise em que se encontra a Venezuela (que ela descreve como “deplorável e preocupante”).  

Crise, que crise? 

Para o vocalista do Pink Floyd, que se envolveu em uma polêmica no Brasil engrossando a campanha do #EleNão e que acredita que não há nenhum problema na Venezuela, o ‘Virgin Live Aid’ de Branson, que aconteceria na Colômbia, é mais uma tentativa de controlar o petróleo venezuelano, em conjunto com imperialistas como Trump e seus asseclas, como Jair Bolsonaro – o governo brasileiro irritou Maduro ao anunciar  força-tarefa para enviar ajuda dos EUA para solo venezuelano. 

Para a esquerda radical, Juan Guaidó, o autodeclarado presidente da Venezuela e líder da oposição é um golpista, cujo presidente, Nicolás Maduro, tenta resistir à pressão para entrada de ajuda humanitária no país, o que considera “uma interferência na soberania” venezuelana. Há toneladas de alimentos e remédios seguindo para a Venezuela, com previsão de chegada às fronteiras neste sábado (23/02).