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HIV - Parlamentar britânico quer PrEP universal para erradicação do vírus
Sex, 14 de Dezembro de 2018 12:21

Parlamentar Lloyd Russelll-Moyle quebrou o protocolo revelan...

(brpress) - Este dezembro – mês em que celebra-se o Dia Mundial de Luta contra a Aids e fala-se muito do assunto –, um evento surpreendeu: Lloyd Russelll-Moyle foi o primeiro parlamentar britânico a declarar que é HIV positivo, numa sessão da Câmara dos Comuns, em que foi aplaudido de pé. Lloyd Russelll-Moyle defende distribuição do medicamento PrEP (sigla para Profilaxia Pré-Exposição) a todos expostos a riscos – na Inglaterra e no mundo.

 O PreP está revolucionando o tratamento do HIV e reduzindo em 99% as chances de replicação e transmissão do vírus. Por isso, o PreP é visto como um instrumento para erradica do HIV – antes da descoberta de uma vacina.

 Numa carta aberta, Russelll-Moyle diz que, entre os impedimentos para zerar infecções no Reino Unido, está “o governo britânico”, que não permite que que pessoas de fora do maior teste oficial do PrEP dpo mundo, que está em curso no país, tenham acesso gratuito à medicação no SUS da Inglaterra. No Brasil, o medicamento também é restrito aos chamados grupos de risco.

Autoteste para HIV

A partir de janeiro de 2019, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai passar a oferecer, gratuitamente, o autoteste para diagnóstico do HIV. A informação foi confirmada em novembro deste ano pelo Ministério da Saúde. Atualmente, o autoteste é apenas comercializado em farmácias privadas.

Com a distribuição na rede pública, os cidadãos poderão retirar o autoteste nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), coletar a própria amostra (fluido oral ou sangue) e conferir o resultado. O Ministério da Saúde espera que o autoteste aumente a autonomia dos indivíduos,  principalmemte os que precisam ser testados com mais frequência devido à exposição contínua ao risco.

Isso significa que mais pessoas terão acesso ao diagnóstico, aumentando o alcance da oferta de tratamento gratuito pelo SUS. Consequentemente, poderá reduzir a taxa de transmissão e controlar situações de epidemia, uma vez que pessoas em tratamento geralmente chegam a ter carga viral indetectável e, assim, não transmitir o HIV.