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COPA 2018 - Quem mais perdeu
Qui, 12 de Julho de 2018 18:51

Seus pais e os verdadeiros amigos, não esses tais de parça...

Márcio Bernardes*, especial para brpress

(Moscou, brpress) - A seleção brasileira foi desclassificada da Copa da Rússia e vários sonhos se derreteram. Aliás, pra muita gente, foi um grande pesadelo. Garantiram que o Brasil chegaria ao hexacampeonato, cantado em prosa e verso. Com ufanismo e com mensagens carregadas de marketing todos apostaram na sexta conquista brasileira.

   O otimismo era tão grande que o presidente da CBF, durante o congresso da Fifa, antes de o Mundial começar, deu uma declaração pública que chocou pela presunção e falta de humildade. O coronel Nunes disse para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que a competição seria realizada em cumprimento a uma formalidade. Segundo ele, uma coisa já estava certa; o Brasil levaria para casa o troféu e se consagraria mais uma vez o campeão do mundo.

Gozação

   Aqui na Europa e no mundo falam dos pontos negativos da Copa e nada supera as quedas de Neymar. São memes pela internet, torcedores da Bélgica brincando com o atacante, repórter da Globo em Paris sendo abordado por um jovem, que ao saber que ele era do Brasil, provocou uma queda simulada na base da gozação.

   No fundo, ninguém leva mais a sério Neymar. Os árbitros foram orientados para as possíveis simulações do jogador e até exageraram em algumas decisões, não marcando faltas em jogadas violentas e faltosas. Fizeram isso porque sabiam que o jogador exagera no gesticular, peca pela falta de sinceridade e honestidade.

Caindo na real

   Neymar leva uma vida fora do mundo real. Independentemente de estar milionário, de ter tudo o que sonha e quer, ele precisa colocar os pés no chão e perceber que o mundo de verdade não é esse.

   Como ser humano, fora da vitrine, Neymar pode sofrer muito. Seria bom que não fosse assim e que isso não acontecesse. Mas se todo mundo ficar com mesuras em mostrar-lhe a realidade da vida, seu sofrimento será muito maior e quase sem solução.

   Seus pais e os verdadeiros amigos, não esses tais de parças que me parecem oportunistas, devem orientar Neymar a procurar um tratamento especializado. Não sei se o ideal é um psicólogo ou psiquiatra. Talvez um terapeuta.

   Pela sua carreira, pelo futuro da sua vida, pela sua felicidade, Neymar tem que reverter agora suas atitudes. Porque não vai adiantar estar milionário, cheio de bens, mulheres e dinheiro, se não tiver a base da coerência de uma vida normal.

Final da Copa

   Todo mundo apostou em França e Inglaterra. Deu Croácia para enfrentar os franceses. Jogo imprevisível, apesar do hiper cansaço croata. Tomara que seja uma final ligth e não hard.

(*) Comentarista veterano de esportes, com diversas Copas e cinco Olimpíadas no currículo, Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio, professor universitário e colunista da brpress.