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PERFIL/CINEMA - Rachel Weisz: desobediente
Ter, 19 de Junho de 2018 19:05

As duas Rachels: McAdams e Weisz vivem amor proibido em Deso...

(Londres, brpress) - Além de uma das mais talentosas e belas atrizes britânicas, Rachel Weisz é também uma das mais inteligentes. Mesmo nas declarações supostamente banais nos tapetes vermelhos, ela sempre diz algo que se aproveite e dá seu recado – geralmente em tom feminista e político. “O Brexit é uma  catástrofe anunciada”, soltou, na pré-estreia de Eu te Matarei, Querida (My Cousin Rachel, 2017)em Londres.

“Sinto-me desconfortável pelo meu país sendo eu mesma um coquetel europeu”, continua a atriz, filha de imigrantes judeus que chegaram ao Reino Unido em 1938: o pai húngaro e a mãe mezzo  austríaca mezzo italiana. Vem daí a inspiração e vontade de produzir o drama  Desobediência (Disobedience, 2018), primeiro longa com sua assinatura atrás das câmeras – sobre o amor entre duas mulheres –, estreando no Brasil em 21/06.

Nada ortodoxa

 Desobediência, baseado no livro homônimo de Naomi Alderman, mostra uma fotógrafa estabelecida em Nova York (Romit Krushka, Weisz) que retorna a Londres para o funeral de seu pai, um rabino venerado pela comunidade judaica ortodoxa – da qual ela se desgarrou quando mais jovem. Encarando fantasmas do passado ligados à familia, com a qual ela não se identifica e nem se sente integrada, ela se surpreende ao saber que uma amiga pela qual se sentia atraída na adolescência (Esti, Rachel McAdams) está casada com seu primo, Dovit (Alessandro Nivola, ótimo).

A direção é do chileno Sebastián Lelio – vencedor do Festival de Berlim 2017 por Uma Mulher Fantástica, estrelado pela transsexual Daniela Vega. 

(Juliana Resende/brpress)

Assista ao trailer de Desobediência: