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OLIMPÍADAS - Lições da abertura
Dom, 29 de Julho de 2012 15:38

Márcio Bernardes*/Especial para BR Press

(Londres, BR Press) - Ainda repercute a festa de abertura da Olimpíada. O trabalho comandando pelo famoso cineasta Danny Boyle recebeu algumas críticas e muitos  elogios.

    As comparações com Pequim são inevitáveis. Porque lá o show também foi espetacular. Aqui na Inglaterra, há motivos mais populares para fazer referência ao país. E eles foram usados abundantemente pelo diretor.

    A cidade de Londres também ajuda na captação das imagens e na busca de cenas para o espetáculo. O show no telão do estádio com o helicóptero simulando trazer a Rainha Elizabeth, tendo como cicerone James Bond (Daniel Craig), foi espetacular.

    A participação de Mr.Bean, junto com a Orquestra Sinfônica de Londres, arrancou sorrisos e muitos aplausos dos 80 mil espectadores que lotaram o estádio Olímpico.

    A parte musical que lembrou Beatles, Rolling Stones, Queen, David Bowie, Prodidy, Eric Clapton, Elton Jonh, Spice Girls, entre outros, agradou a todas as gerações.

    Claro que a China ofereceu também muitos motivos históricos para uma bela festa. Para não cometer injustiças, é correto dizer que as duas aberturas, de 2008 e 2012, agradaram e mereceram aplausos.

    Isso e muito mais fizeram a presidente Dilma Rousseff  alertar o Ministro do Esporte e o presidente do COB que o Rio precisa superar o que se viu. Com certeza, diretores da Globo serão contratados.

    A cultura brasileira também oferece uma base para apresentar ao mundo um grande espetáculo.

NOTÍCIAS DE LONDRES

Brazil

   Como sempre, a delegação brasileira foi muito aplaudida quando entrou no estádio Olímpico. Marcus Vinícius Freire, superintendente executivo do COB e Bernard Rayzjman, chefe da delegação, estavam empolgados mais do que de costume. As bandeirinhas inglesas trazidas por alguns integrantes também agradaram a galera.

Jamaica

   Usain Bolt já está sendo considerado o atleta mais carismático desta Olimpíada. Por onde anda atrai a atenção de atletas, dirigentes, torcedores e do público em geral. Sua responsabilidade aumenta com tanto assédio e ele dá a impressão de não se incomodar com tudo isso. Pelo contrário! Atende a todos com um largo sorriso. Vamos ver na prova.

Rebeldia

   A imprensa inglesa repercutiu o fato dos atletas escoceses e irlandeses não terem cantado o Hino “God Save the Queen”, antes do jogo de futebol masculino entre Reino Unido e Senegal. Sinal de que o Reino não está tão Unido assim. Esse problema interno a Olimpíada não conseguiu resolver. É uma briga de séculos.

Basquete

   A revista americana da ESPN reforça o que temos dito sobre o basquete masculino brasileiro. Estamos cotados para ganhar a medalha de bronze. O time vem sendo muito elogiado e o técnico Rubens Magnano tem a sua competência reconhecida. Seria uma grande conquista para a modalidade, que desde 1996 não vem a uma Olimpíada.

FRASES

   “Estamos nos entendendo bem com o Brasil.”
Joseph Blatter, presidente da Fifa, após encontro com Dilma Rousseff.

   “Gastamos menos do que foi previsto”.
Lord Sebastian Coe, presidente do Comitê Organizador da Olimpíada de Londres. Se fosse no Brasil...

   “Foi justa a homenagem do COI a um grande esportista”.
Jacques Rogge, presidente, elogiando Carlos Arthur Nuzman, que agora é membro honorário da entidade.

   “Parece que fizeram aquilo de propósito”.
Hu Kim Tuing, jornalista norte-coreano, revoltado com a troca de bandeiras das Coreias no jogo de futebol da Coreia do Norte, na última quinta-feira (26/07).

TOQUE FINAL

   Uma atração especial nesta Olimpíada é Oscar Pistorius. O atleta sul-africano, de 25 anos, conseguiu a classificação e pela primeira vez vai disputar uma Olimpíada normal e a Paraolimpíada.

   O “Blade Runner”, apelido que ganhou graças a grande velocidade que alcança sobre suas pernas de aço, se diz feliz e realizado. Ele também foi convidado para correr o revezamento 4X100m com a equipe de seu país.

   Apesar da admiração que provoca, por sua determinação e sucesso nas competições, Pistorius também recebe críticas de atletas e ex-atletas. Eles acham injusto alguém participar de uma prova com prótese, que pode lhe dar alguma vantagem.

   Especialistas, até recentemente, entendiam que o atleta com pernas mecânicas não conseguiria atingir o nível de um oponente com o corpo normal. Mas também há de se considerar que houve uma evolução muito grande na produção das próteses e, por isso, há desconfiança de muitos.   

(*) Comentarista veterano de esportes, com diversas Copas e quatro Olimpíadas no currículo, Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio, professor universitário e colunista da BR Press. Fale com ele pelo email Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , pelo Twitter @brpress e/ou Facebook. Durante os Jogos Olímpicos de Londres, esta coluna será diária.