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LONDON CALLING - Superpotências culturais
Qua, 01 de Agosto de 2012 15:55

(Londres, BR Press) - Na manhã desta quarta-feira (01/08), dentro do festival cultural London 2012, foi lançado o relatório World Cities Culture Report 2012 – resultado de uma pesquisa com 60 cidades que supostamente mais investem e priorizam atividades e projetos culturais em todo o mundo. Doze cidades foram eleitas como os maiores hubs culturais do mundo: entre elas Londres, claro, e São Paulo – a única cidade latino-america eleita.

    A pesquisa foi uma iniciativa da prefeitura de Londres e o objetivo do relatório é mostrar que o sucesso econômico das cidades mais poderosas do mundo está intrinsecamente ligado a sua capacidade criativa, de proporcionar a produção e o consumo de cultura. "Por isso apostamos em realizar o maior festival cultural de todos os tempos em Londres, durante as Olimpíadas", diz Munira Mirza, secretária municipal de Cultura e Educação de Londres, referindo-se às Olimpíadas Culturais.

Números

    Londres tem 1.030 museus que ainda são as maiores atrações da capital britânica e atraíram 15 milhões de visitantes em 2011 – e esse número se refere apenas a turistas. Os musicais da cidade – uma indústria que só perde para a Broadway, em NY – gerou £500 milhões de libras, cerca de US$ 700 milhões em vendas de ingressos. O setor da chamada indústria criativa de Londres emprega quase 400 mil pessoas e arrecada cerca de 20 bilhões de libras anualmente. São números mais do que convincentes de que é um ótimo negócio investir em cultura.

O prefeito de Londres, Boris Johnson, está convencido de que não são apenas atividades econômicas que fazem das cidades poderosos centros financeiros e destinos turísticos imbatíveis. Segundo o consultor Paul Owens, da empresa BOP, que realizou a coleta de dados, São Paulo está entre as 12 cidades mais culturais do planeta "pela quantidade impressionante de casas noturnas na capital paulista, passando de duas mil". Londres tem mais de mil – incluindo 10 casas de shows muito tradicionais e de extrema qualidade.

Outras

Entre as outras capitais culturais do mundo eleitas estão as óbvias Paris, Berlim, Istambul e Tóquio, e, entre as metrópoles de países em desenvolvimento estão Xangai, Bombaim e Johanesburgo – esta que chegou a ter sua inclusão questionada por uma jornalista na coletiva de imprensa. A ausência de cidades hispânicas, como Barcelo e Buenos Aires, também foi questionada. Owens admitiu que elas fazem falta, prometendo incluí-las na próxima edição da pesquisa, daqui a três anos.

(*) Juliana Resende é editora-executiva da BR Press e está em Londres cobrindo especialmente as Olimpíadas Culturais. Fale com ela pelo e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , pelo Twitter @brpress e/ou Facebook.