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OLIMPÍADAS - Toda torcida pelo Rio
Qui, 02 de Agosto de 2012 09:36

Márcio Bernardes*/Especial para BR Press

(Londres, BR Press) - Nesta sexta-feira (03/08), o Comitê Olímpico Brasileiro e o Comitê Organizador da Rio-2016 reunirão a imprensa internacional presente aqui em Londres para comemorar exatos quatro anos para a festa inaugural da próxima Olimpíada.

   É indiscutível que todos os envolvidos nessa empreitada são do ramo e sabem como e o que fazer nesse grande evento. Como aconteceu em 2007, o Pan-Americano realizado no Rio só recebeu elogios. E era essa mesma turma que estava a frente do evento. Foram constatados dois senões lamentáveis e que podem servir de exemplo para que esses erros não se repitam: o custo final das obras, que ficou muito além do previsto e o legado até hoje subutilizado.

   Se não houver nenhum superfaturamento e racionalmente fizerem uma Olimpíada como se espera, com competência e eficiência, esses homens passarão para a história. Vai depender deles!

   Muitos pontos positivos e acertos possíveis de se constatar nas Olimpíadas anteriores, desde Seul-88, passando principalmente por Barcelona-92 e assim por diante, poderão se aplicados no Rio. E os erros de logística e obras podem ser descartados.

  A dois anos do Mundial de futebol e a seis da Olimpíada, pode-se afirmar que 2016 se anuncia mais promissora que 2014. Há muito tempo pela frente e até agora não foi possível constatar falhas mais gritantes.

   Nossa torcida é para que tudo corra bem. Vai depender deles!

OLíMPICAS

   As jogadoras brasileiras não estão admitindo publicamente, mas fizeram de tudo para não perder da Grã-Bretanha e assim fugir do Japão nas quartas de final. Claro que não vai ser fácil passar pelas campeãs mundiais. O espetáculo de Marta, Cristiane & Cia. que faltou na terça-feira, precisa brilhar para ajudar o futebol feminino a superar esse obstáculo.

   Duas decepções no judô, esporte que já nos deu duas medalhas nesta Olimpíada: Leandro Guilheiro e Thiago Camilo. O primeiro é líder no ranking mundial de sua categoria e deixou escapar uma grande chance de conquistar a medalha de ouro. O segundo poderia pelo menos ganhar o bronze. Infelicidade!

   Enquanto as meninas do vôlei garantem que não estão desanimadas com a derrota para os Estados Unidos, a equipe masculina mostra otimismo com as duas consagradoras vitórias até agora. Apesar de não ter ido bem na Liga Mundial, esse time brasileiro tem potencial e não será surpresa ser ganhar a medalha de ouro.

   Todas as honras para um grande esportista: Michael Phelps. O nadador norte-americano levou a sua 19ª. medalha e hoje é o maior ganhador olímpico de todos os esportes. Na sua última Olimpíada Phelps se mostra humilde e procura dividir os holofotes da fama com sua equipe. Esse cara é bambambã.

FRASES

   “Depois desse fiasco olímpico a Hortência precisa fazer uma revolução no feminino como aconteceu no masculino”.
Integrante da CBB, que pediu anonimato, mas revoltado com as três derrotas das meninas do basquete.

   “Agora não podemos brincar. O jogo é eliminatório”.
Mano Menezes, pedindo atenção especial no jogo de sábado em Newcastle.

   “É briga para cachorro grande. Ou melhor, cachorra grande”.
Fernandinha, do vôlei brasileiro, uma das candidatas a musa da Olimpíada.

   "Não quero falar mais sobre isso. Perguntem sobre handebol”.
Mayssa, goleira brasileira que assumiu a bissexualidade e agora não quer falar mais sobre isso publicamente.

TOQUE FINAL

   O Ministro Aldo Rebello deu a manchete no Brasil e repetiu o tema aqui em Londres. Ele acha que pelos valores investidos pelo Governo Federal no esporte olímpico nacional, as 15 medalhas projetadas pelo COB estão subestimadas. Nas suas contas o correto seria pelo menos 20.

  Aldo Rebello é um homem sério. Gosta de esportes, é palmeirense confesso, mas não entende muito de esportes. Alguém de sua confiança deve ter lhe dado essa dica. E a declaração repercutiu.

   Está mais do que claro que a previsão do Governo é alta. Tomara que a estimativa do COB se confirme, se bem que depois de algumas derrotas nesses primeiros dias de competição, há pessimismo na delegação.

   Realmente, o COB e as Confederações receberam bela verba nesse ciclo olímpico: quase R$ 1 bilhão. Muita coisa já foi feita e está sendo feita. Mas o importante e todos devem saber, é que uma potência olímpica se forma na escola.

   A massificação do esporte com crianças e jovens é a base para a seleção definitiva de futuros campeões. Para isso há necessidade de instalações, intercâmbios, bons treinadores, estrutura completa e conhecimento.

   É bom lembrar que a maioria dos presidentes de Confederações está no cargo há mais de 20 anos. Poderia começar aí a mudança. Vamos colocar gente mais jovem e com nova mentalidade. Salvo honrosas exceções, tem muito cartola que deveria vestir o pijama.

(*) Comentarista veterano de esportes, com diversas Copas e quatro Olimpíadas no currículo, Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio, professor universitário e colunista da BR Press. Fale com ele pelo email Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , pelo Twitter @brpress e/ou Facebook. Durante os Jogos Olímpicos de Londres, esta coluna será diária.