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OLIMPÍADAS - Brasil disputa ouro com méritos
Qua, 08 de Agosto de 2012 04:32

Márcio Bernardes*/Especial para BR Press

(Londres, BR Press) - Desta vez, o futebol brasileiro fez prevalecer a sua condição de protagonista e venceu com tranquilidade a Coreia do Sul, classificando-se para disputar a final do futebol masculino, no estádio de Wembley, aqui em Londres, contra o México.

    Em todos os momentos, o jogo mostrou que o Brasil tem mais time que a Coreia e que a vitória consagrou essa superioridade.
A preocupação com a defesa aumentou os cuidados do meio de campo e aquilo que se esperava acabou se confirmando: o Brasil fez do seu ataque a melhor defesa para uma vitória.

    Mano Menezes sabe que o México joga junto há algum tempo e que não será nenhuma carne de pescoço vencer a final. Melhor assim. O time brasileiro entra pilhado, respeitando o adversário e buscando a inédita medalha de ouro olímpica.

    O que se percebe é que os jogadores estão mesmo focados na conquista, querendo, na verdade, passar para a história. O prêmio de R$ 180 mil prometido pela CBF, em caso da conquista da medalha de ouro, apesar de cobiçado, não está na prioridade, pelo menos de quem abordou o assunto. "Agora dinheiro não é problema”, disse Neymar, depois da vitória sobre a Coreia.

OLÍMPICAS

Vôlei feminino

    A vitória do vôlei feminino no tie-brake contra a Rússia foi uma das maiores emoções desta Olimpíada. Seis mach-points foram superados pela equipe brasileira, que ganhou nova confiança para enfrentar o Japão na semifinal.

    Depois de uma jornada que começou titubeante, o Brasil firmou-se e voltou a sonhar com o bi de ouro.
 
Empacada

    Não foi só a brasileira Fabiana Murer que decepcionou no salto com vara. A campeoníssima  Yelena Isinbayeva ganhou “apenas” a medalha de bronze. Todos esperavam que ela confirmasse seu favoritismo e levasse a terceira medalha de ouro olímpica. Acostumada a saltar até 5,65m, a russa empacou nos 4,65m.
 
Brazil

    A exposição sobre o Rio de Janeiro e o Brasil tem levado muita gente à Embaixada brasileira no centro de Londres. São exibidos filmes em 3D e fotos das principais cidades do país, sempre ressaltando a Olimpíada de 2016 e a Copa de 2014.

    Os ingleses têm elogiado a mostra e se nota cada vez mais interesse pelo Brasil aqui na Europa.
 
Legado

    Ainda não está definido o destino do Estádio Olímpico de Londres. O West Ham quer mandar os seus jogos para lá. Também houve interesse do Totthenham, mas somente depois da Olimpíada é que as autoridades vão resolver como será usada a arena, que por sinal, é uma das mais bonitas do mundo.
 
FRASES
 
“Vim aqui para fazer história”.
Usain Bolt, todo prosa e pouco humilde.
 
“Foi uma injustiça”.
Shana, ótima goleira do handebol feminino, que perdeu para a Noruega.
 
“Hoje eu fui uma m...”.
Ana Cláudia Lemos, depois de fracassar na semifinal dos 200m rasos.
 
“O basquete brasileiro venceu com dignidade a Espanha”.
Comentário no site do COB sobre o triunfo do Brasil.
 
TOQUE FINAL
 
Ética
 
    Todos comentavam abertamente no Parque Olímpico que a Espanha entregaria o jogo para o Brasil. Apesar da frieza e pragmatismo dos tempos atuais, era difícil acreditar.

    Os jornais espanhóis fizeram pesquisas nos seus sites e 70% do público era favorável a derrota no basquete masculino. Tudo isso para não pegar os Estados Unidos na semifinal.

    Os três primeiros quartos foram francamente favoráveis aos espanhóis. Nada parecia marmelada. Apenas se estranhava o técnico brasileiro Rubén Magnano ter mantido em quadra a maior parte do tempo os jogadores reservas do Brasil, que por sinal, mostraram um belo jogo.

    No quarto set, aparentemente, os espanhóis tiraram o pé do acelerador. E o Brasil jogou com categoria, competência e dignidade. Ressalte-se o brilhantismo de Leandrinho, Tiago Spliter e Marquinhos.

    Vitória brasileira no final e a certeza de que pelo chaveamento vamos enfrentar os Estados Unidos na semifinal, isso se vencermos a Argentina nesta quarta (08/08).

    Não se pode provar a possível marmelada espanhola. Mas ficou um cheiro de gente podre, sem espírito olímpico e que mancha a proposta do Barão de Coubertin.

    Às vezes, não há justiça dos homens. Mas a justiça Divina nunca falha.

(*) Comentarista veterano de esportes, com diversas Copas e quatro Olimpíadas no currículo, Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio, professor universitário e colunista da BR Press. Fale com ele pelo email Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , pelo Twitter @brpress e/ou Facebook. Durante os Jogos Olímpicos de Londres, esta coluna será diária.