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GENTE - Jamie Oliver defende ‘ativismo’ em grande escala
Qui, 07 de Julho de 2016 19:59

Jamie Oliver posa para foto com fãs, em São Paulo. Foto: D...

(São Paulo, BR Press) - Primeiro foi a polêmica com o brigadeiro e o quindim. Agora a parceria com a Sadia. O chef inglês Jamie Oliver anda causando certa indigestão em terra brasilis. Ele declarou que os doces tipicamente brasileiros são “um horror” num programa de TV na primeira vez que veio oficialmente ao Brasil, em julho de 2014. Foi muito atacado nas redes sociais. Esta semana, foi rechaçado pelos internautas e embaixadores de seu programa Food Revolution, que prega uma reeducação alimentar por meio de comidas caseiras e ingredientes naturais, frescos.

Jamie Oliver continua achando os doces brasileiros “um bando de porcarias”, mas se defendeu sobre sua associação com a Sadia: “Há alguns anos, eu não faria isso. Mas hoje acredito que o ativismo deve estar em todas as esferas”, disse a jornalistas, durante uma visita a um de seus restaurantes Jamie's Italian, em São Paulo. Ao ser questionado se o Food Revolution não contradiz a associação com uma gigante da alimentação industrializada, Jamie justificou: “Sei que para ser grande é preciso ter escala”.

A parceria Jamie Oliver-Sadia está sendo desenvolvida há mais de um ano e a empresa já investiu cerca de R$ 50 milhões – principalmente em melhorar as condições dos milhares de frangos que cria para abate em 183 granjas. Jamie diz que o “bem-estar animal” é condição sine-qua-non para sua participação na parceria. Mas o público e algumas pessoas que trabalham, ainda que indiretamente, para ele estão decepcionadas. 

 Lara Folster

 A chef Lara Folster, uma micro-empresária que faz mais do que fornecer lanches para cantinas de escolas particulares, tendo transformado cantinas em espaços de aprendizado alimentar e de preparo de alimentos, é embaixadora em São Paulo do projeto Food Revolution, de Jamie Oliver. “Não faz sentido ele defender alimentação saudável e se unir à Sadia, disse Lara a O Globo. Ela também trabalha voluntariamente numa escola pública e tem contratos com escolas privadas.

Ao contrário do embaixador em Montevidéu, Diego Ruete, que optou por sair do Food Revolution por causa da Sadia, Lara não deixou claro se continua ou não no programa de Jamie.  Outra baixa, também de acordo com o jornal O Globo, é a provável retirada do espaço Food Revolution do Festival de Gastronomia Orgânica em São Paulo, um dos eventos mais importantes sobre alimentação limpa do continente que ocorre em outubro anualmente.

Agenda cheia

Em sua passagem pelo Brasil, Jamie vai testar as receitas desenvolvidas, avaliar a seleção de ingredientes e ainda participar da campanha publicitária da Sadia. No Food Revolution, um dos principais pilares é a luta contra a obesidade. Atualmente mais de 50% da população brasileira está acima do peso. Para Jamie, “cozinhar é a maneira mais simples e poderosa para reverter esta situação”. Por isso, o chef pretende inspirar as pessoas a fazerem isso com prazer. 

O chef vai cozinhar no programa É de Casa (Globo), deste sábado (09/07), como parte de sua parceria com a Sadia e também deve ir ao programa de Bela Gil, no canal GNT. Jamie ficará no Brasil até domingo (10/07). E para celebrar o Food Revolution no Brasil, durante o mês de julho, crianças de até 12 anos não pagam nos restaurantes Jamie´s Italian, no Itaim, em São Paulo, e Campinas (SP). Sua linha de produtos com a Sadia chegam ao mercado em setembro deste ano, e seu novo livro e programa de TV Super Food Family Classics têm lançamento previsto para os próximos meses. 

Entrevistamos Jamie Oliver durante as Olimpíadas de Londres, em 2012, para a revista TAM Nas Nuvens. Leia aqui

Entrevistamos o chef brasileiro Almir Santos, que trabalha com Jamie Oliver desde que ele abriu seu primeiro restaurante, o Fifteen. Leia aqui.