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FOTOGRAFIA - Retratos do Império
Sex, 23 de Novembro de 2012 18:40

Paisagem de um Rio em urbanização da mostra Klumb: a Corte...

(São Paulo, BR Press) - Em 1852, chegou ao Rio de Janeiro um fotógrafo alemão: Revert Henry Klumb. De sua existência pregressa pouco se sabe e restam especulações a respeito de uma suposta fuga da França. Mas os anos que passou no Brasil estão bem documentados: mais de 60 imagens produzidas no em meados do século XIX compõem a mostra Klumb: a Corte e o Brasil, que abre neste sábado (24/11), na Caixa Cultural.

    Klumb foi fotógrafo da Casa Imperial e suas relíqueas fazem parte dos acervos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e do Museu Imperial de Petrópolis. Além das imagens tradicionais, a exposição é composta por uma litografia – técnica empregada para baratear um artigo ainda muito caro no século XIX, a fotografia –, e uma série de estereoscopias – técnica que, empregando um recurso ótico, simulava, já naquela época, o 3D.

    A curadoria é de Carlos Eduardo França de Oliveira,  pesquisador vinculado ao Museu Paulista da USP (Museu do Ipiranga) e especialista em história do Império.

Cidades

    Nos anos que passou no Brasil, Klumb dedicou-se a registrar o cenário da capital na época, seus espaços em transformação, a vida nas ruas, as paisagens. Mas, diferentemente de Ferrez e de outros fotógrafos do período, parece que lhe interessava mais a aglomeração urbana, ao modo que Militão Augusto de Azevedo fizera em São Paulo anos antes.

    Em 1870, publicou um livro a respeito de sua viagem de Juiz de Fora a Petrópolis e esse é um dos únicos registros, de próprio punho, de sua passagem.  Da coleção de imagens que deixou, algumas jamais foram expostas em conjunto. Tais imagens suscitam a discussão a respeito de nossa história no século XIX, da fotografia no mesmo período e da figura de Klumb.

Barão de Mauá

    Em suas fotografias aparecem as obras de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, figura chave na história da industrialização do país de meados do século XIX. Com isso, a coleção de Klumb, paralelamente, flagrou o primeiro impulso de modernização do país, com a reformulação do porto do Rio de Janeiro, a construção dos aterros, a fábrica de gás e as primeiras ferrovias. 

    Suas lentes também se ocuparam do Jardim Botânico, da Floresta da Tijuca e suas cascatas, da flora nativa do Rio de Janeiro e dos incêndios criminosos nas Minas Gerais, de onde saiu rumo a Petrópolis.

Entrada franca.
 
Visitação: e terça-feira a domingo, das 9h às 21h. Até 06/01/2013.

Acesso para pessoas com necessidades especiais.
Recomendação etária: livre.

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Caixa Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111; (11) 3321-4400