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STARTUPS - 'Pitch' brasileiro em San Francisco
Seg, 10 de Setembro de 2012 13:15

Danilo Amaral, da Trindade Investimentos, patrocinador do St...

(BR Press) - Eles são ruidosos e falam num tom festivo, animado. A animação desses brasilleiros – em sua maioria empreendedores, desenvolvedores e entusiastas de novos negócios, as chamadas startups – não é à toa: "É um bom momento para ser empreendedor no Brasil", garante o experiente investidor americano Ted Rogers, que mudou para o país e fundou a Arpex, uma das mais ativas firmas de venture capital abaixo da linha do Equador.    

 O crescente interesse de investidores em potenciais novas empresas brazucas levou o  pioneiro e mais influente blog sobre startups brasileiro, o Startupi (com acento no "i", de Tupi) a realizar, nesta quinta (13/09), o encontro StartupiCon: Valley Meets Brazil, no calor da feira de TechCrunch Disrupt, que acontece de 08 a 12/09, em San Francisco (EUA) – que, este ano, contou pela primeira vez com o Brazilian Pavillion, espaço especial onde cerca de 40 jovens empresas tupiniquins expuseram ideias e cases para investidores estrangeiros, majoritariamente do Vale do Silício.

Realismo e responsabilidade  

 Que chegou a hora dessa gente brozeada (ok, nem tanto!) mostrar seu valor não resta dúvida. "Existe oportunidade no Brasil, mas o país não é um "velho Oeste" a ser desbravado", ressalta o empreendor serial Bob Wollheim, sócio do Startupi e fundador do youPIX, o maior festival de cultura na internet do Brasil, ele mesmo fazendo 'pitch' no evento com a Appies.co, uma "aceleradora" voltada para desenvolvedores de APPs, os adorados aplicativos para smartphones.

"É preciso fornecer mais subsídios a estes investidores estrangeiros sobre o processo de fazer negócios no país. Mostrar um cenário mais pé no chão, com discussões e participantes mais maduros, compartilhando experiências de sucesso e fracasso", acredita. Wollheim, que tem como parceiro o investidor Danilo Amaral, da Trindade Investimentos, na Appies, concorda que há um hype em torno do Brasil e acha isso ótimo.

"Grande parte da energia empreendedora precisa de hype – ajuda a chamar atenção e dá coragem para fazer", diz. "Mas percebemos que é preciso informação mais consistente para nortear investidores estrangeiros no Brasil". Ou seja: num país complexo, com suas idiossincrasias e burocracias, a começar pela busca de sócios e parceiros brasileiros – "para que eles próprios se tornem mais 'brasileiros' ", recomenda Wollheim. Danilo Amaral, vuja empresa patrocina o StartupiCon: Valley Meets Brazil, tem outra receita: "Antes de fazer negócios no Brasil, tem que aprender a comer frango a passarinho com a mão!"

(Juliana Resende/BR Press)