| OLIMPÍADAS - Amarelou |
| Seg, 06 de Agosto de 2012 14:44 |
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Márcio Bernardes*/Especial para BR Press O vento teria atrapalhado os planos da saltadora. Depois de não conseguir seu objetivo nas duas primeiras tentativas, nem foi para a terceira. Disse que poderia se machucar, porque o vento estava forte. Essa história lembra um técnico de futebol, que em um dia de coletivo e com chuva forte, resolveu levar seus jogadores para o ginásio do clube. Queria, desta forma, evitar possíveis contusões e expor o elenco aquela intempérie. Alguém disse que se o time estivesse jogando uma partida oficial e começasse a chover, o técnico não poderia pedir para o árbitro levar o jogo para o ginásio. Teria de aceitar a disputa no gramado. Polêmica Fabiana Murer envolveu-se em uma polêmica com suas varas em Pequim. Segundo ela, o material sumiu e com isso teve seus saltos prejudicados na Olimpíada-2008. No Pan de Guadalajara, no ano passado, ela também perdeu feio a disputa, ainda nos 4m50, sempre colocando a culpa no vento. Maldito vento esse que atrapalha a brasileira e não incomoda as concorrentes. O torcedor, emotivo e implacável, coloca a bela saltadora na esquina da desgraça e arranha uma imagem que poderia ser consagradora. Doping Lembro bem de uma entrevista que o Dr. Eduardo de Rose me concedeu em Barcelona-92, logo após o escândalo do doping de Ben Jonhson. O médico brasileiro garantiu que seria muito difícil, a partir daquele momento, que os atletas olímpicos enganassem e conseguissem maquiar os seus testes. Os aparelhos e exames já estavam cada vez mais sofisticados.
Foi um espetáculo o domingo em Wimbledon. As disputas finais de simples e duplas deixaram o The All England Lawn Tennis Club numa naquelas tardes de gala que somente a sua história centenária pode contar. O britânico Andy Murrey fez a festa da galera, ganhando o ouro com uma vitória implacável sobre Roger Federer: 3X0. É impressionante o que apenas um homem consegue fazer: apesar de várias provas marcadas pelo calendário olímpico, 80 mil pessoas e mais de mil jornalistas foram ao Estádio Olímpico apenas para ver Usain Bolt correr a final dos 100m. O magnetismo que o jamaicano consegue passar é digno dos maiores atletas do mundo. Justo os ingleses, que há quase 2000 anos acrescentaram 2.105 metros no percurso da prova para atender o Rei Henrique VI, que queria o seu encerramento na frente do Palácio de Buckingham. Como se sabe, o soldado Feldíapes, em 48 a.C., morreu depois de correr 40 quilômetros para informar o seu rei que o exército havia vencido a batalha de Marathon, na Grécia. Anos depois, por causa do seu capricho, o rei inglês, ao exigir o aumento do trajeto, fez com que os corredores de uma maratona sofressem um pouco mais. Nem a tradição de se terminar a prova dentro do Estádio Olímpico acabou sendo respeitada. Os organizadores de Londres-2012, para não criar problemas com a realeza, determinaram que a maratona desta Olimpíada começasse e terminasse defronte a bela e formosa estátua da Rainha Vitória, que está bem em frente da entrada principal do Palácio de Buckingam. A etíope Tiki Gelana, apesar da chata chuva fina que incomodou as mulheres durante toda a corrida, ganhou a medalha de ouro com novo recorde olímpico: 2h23min07. A japonesa Naoko Takahashi perdeu o seu melhor tempo por sete segundos. Em Sidney-2000 ela havia marcado 2h23min14. A brasileira Adriana Aparecida da Silva começou bem a corrida. Mas na segunda metade da prova perdeu o pelotão da frente e acabou terminando na 47ª. colocação, com o tempo de 2h33min15. (*) Comentarista veterano de esportes, com diversas Copas e quatro Olimpíadas no currículo, Márcio Bernardes é âncora da Rede Transamérica de Rádio, professor universitário e colunista da BR Press. Fale com ele pelo email Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , pelo Twitter @brpress e/ou Facebook. Durante os Jogos Olímpicos de Londres, esta coluna será diária. |



