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DINHEIRO - Reserve pagar para IPVA, IPTU, etc
Sex, 06 de Janeiro de 2012 16:04

(BR Press) - Nem bem as festas do Natal e do réveillon passaram, o vencimento dos principais impostos do ano novo e outros gastos típicos da época funcionam como um chamado à realidade.

    A estratégia ideal para encaixar no orçamento essas contas e todas as despesas sazonais é fazer, todo janeiro, uma estimativa dos valores e dividi-los pelos doze meses seguintes, guardando a quantia em uma poupança reservada, no decorrer do ano.  Assim, quando o vencimento chegar, no ano vindouro, bingo!, o dinheiro está lá.

    Esse planejamento dá tranqüilidade ao deixar os gastos sob controle, sem grandes variações.

    Outra opção, adotada por muitos contribuintes, é separar uma parte do seu décimo terceiro salário para quitar tais obrigações.

    Caso, no momento, o trabalhador ainda não tenha definido uma maneira de administrar os tributos e faturas como as referentes à educação, é importantíssimo fazer da organização dos montantes prioridade absoluta, porque, quando mal equacionados, esses compromissos significarão uma dor de cabeça que poderá atrapalhar o ano inteiro.

    Ao contrário, equilibrar bem os boletos é uma ótima oportunidade para começar a colocar em prática aquela resolução de, finalmente, pôr a vida financeira em ordem.

IPTU e IPVA
   
    A primeira decisão a tomar é sobre dividir ou não o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Geralmente, prefeituras e estados oferecem descontos para quem quitá-los à vista.

    O governo paulista, por exemplo, vai dar um abatimento de 3% aos motoristas que resolverem pagar o tributo relativo aos seus carros e motos agora, em cota única. A atratividade da proposta depende, basicamente, da situação de cada contribuinte.

Parcelamento indicado

    Aquele que não tiver dívidas no cartão de crédito ou outros tipos de empréstimo pode aproveitar para se livrar desses boletos de uma vez só. A alternativa é dividir em três prestações, a primeira vencendo em janeiro mesmo.

    Os 3% de redução equivalem, grosso modo, a cerca de 1% ao mês, considerando o período total do parcelamento. Trata-se de um percentual que somente investimentos mais sofisticados, ao alcance de clientes de mais posses, conseguem render.

    Mas dívidas e operações de crédito já contratadas cobram muito mais do que essa porcentagem. Na média, para pessoa física, os juros de financiamentos encontram-se na casa dos 5% ao mês, chegando a até 10% no cheque especial.

    Então, se o trabalhador tem alguma pendência do gênero, deve concentrar seus esforços em acabar com elas o mais rápido possível. Aí, dividir os tributos é a escolha acertada. Só não se pode esquecer de incluir a despesa nas planilhas dos próximos meses e já pensar em como contemplá-las devidamente, apertando outras despesas.

Matrícula e material escolar

    O mesmo raciocínio vale para a matrícula e o material escolar. Dependendo do desconto proporcionado pela instituição de ensino e pela papelaria, quitar as despesas de uma vez é vantajoso.

    Senão, o mais indicado é buscar opções de parcelamento sem juros, no cartão de crédito –não deixe de pagar a fatura totalmente em dia! –, no carnê ou no cheque pré-datado.

    Contratar um empréstimo para pagar essas contas é a pior ideia, pois os custos podem fazer os valores aumentarem demais no final, virando uma bola de neve.

Assista ao comentário de Denyse Godoy sobre o tema desta coluna em vídeo:



(*) Denyse Godoy é graduada e especializada em Economia pela USP e em Administração pela FGV, e assina blog sobre finanças para o jornal Folha de S.Paulo, do qual foi correspondente em Nova York. Fale com ela pelo email Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , pelo Twitter @brpress e/ou pelo Facebook.