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Lia Ades Gabbay*/Especial para BR Press
(BR Press) - Frente à grande quantidade de pessoas que iniciam um programa de perda de peso e desistem, ou que chegam ao peso desejado mas fracassam na manutenção, nos perguntamos: será que é possível prever o sucesso do emagrecimento, antes mesmo de começar o tratamento?
Se tivermos idéia de que variáveis estão envolvidas com tal sucesso, podemos evitar que a pessoa que deseja perder peso inicie um processo em vão, criando mais frustração e descrença ainda. O "efeito-sanfona" não é prejudicial apenas em termos fisiológicos. Também tem consequências devastadoras do ponto de vista psicológico.
Na psicologia tem um conceito que está diretamente relacionado ao sucesso na manutenção do peso: é o conceito de AUTO-EFICÁCIA, que é a avaliação que cada indivíduo faz da sua própria performance, de sua ação no mundo, da sua capacidade de modificar as coisas através da sua própria ação.
Quanto mais experiências de sucesso eu tenho e as reconheço como devidas aos meus esforços pessoais – e não a fatores externos ou sorte –, maior é a garantia de que vou persistir nos meus objetivos por longo tempo. Quer dizer, se acredito que minha ação faz diferença, vou agir com mais força e superar obstáculos com mais facilidade e dedicação.
Começar de novo
Voltando à questão do efeito-sanfona: como estaria o sentimento de auto-eficácia da pessoa após diversas tentativas de perda de peso? Zero, não é? Ela pode até começar outra dieta... Mas já com o pé esquerdo, com grande previsão de fracasso!
O que quero enfatizar com tudo isso, é o cuidado que devemos ter ao iniciar um programa de perda de peso. Não adianta começar e pronto. Não devemos pensar "apenas em perder peso, seja do jeito que for".
Devemos reconsiderar, pensar sobre esses sentimentos de impotência acumulados em nós para tentar mudá-los, enfrentá-los de frente. O ideal é pensar na manutenção desde o início: o que podemos já ir construindo e aprendendo para que não voltemos a engordar.
Assim damos chance de sentir as consequências positivas de cada atitude bem pensada, aumentando – e muito – a chance de persistir na mudança de comportamento.
(*) Lia Ades Gabbay é psicóloga, com mestrado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano. O titular desta coluna, Dr. Alessandro Loiola está em férias. Fale com ela pelo e-mail
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